sábado, 7 de dezembro de 2013

que o amor bateu de frente cgm

estou bebada!!!!
 depois de um brisa de maconha, eu ESTOU BEBADA!!!!!! 
MAILA SOFRENDOOOO POR CAUSA DE UM CASO DO DANUBIO.
 Ela esta sofrendo, vou dar uma volta com ela,

sábado, 23 de novembro de 2013

ela me faz sentir....
ela me fez sentir ciume... o que é o mais normal e mais fácil de lidar.
ela me faz sentir vontades.... o que me faz querer que ela esteja perto a qualquer custo.
ela me faz sentir soluços...que me fazem querer bebe-la, por essa sede enorme que me seca.
ela me faz sentir desejos... que me fazem querê-la nua todos os dias em minha cama.
ela me faz sentir raiva... que me faz querer sufoca-la como me sinto.
ela me faz sentir viva... o que me faz querê-la em minha vida pra sempre.
ela me faz sentir morta... o que me faz querer mata-la em mim.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Se aconchegue

Fico meio receosa quando bato de frente com amor, mesmo sendo meu grande prezar.
É bonito, gosto de ver. Tem um cheiro bom, e deve ser saboroso. Não sei, afinal, nunca estive perto o suficiente pra que ele entrasse em mim.
Mas sinto como se não fosse possível algo tão indescritível realmente existir. E me sinto cada dia mais tola por desejar tanto que algo que não existe me devore inteiramente.

Por cada dia, o soar de minha imaginação por qual sentir me levará esse tal grande mandante, me encanta ao me ensurdecer.

domingo, 22 de setembro de 2013

Sexta-feira.

E se eu dissesse que, por agora, aqui, no momento, eu ,realmente, não sei  que deve ser feito?
Estou na casa dela, e disse pra ela tudo sobre ontem... sobre ele, e tudo que, ontem, eu senti por ele... Tesão, paixão, raiva, desejo, fogo, carinho, retorno, orgasmos, amor.
Ontem eu era dele.
A minha sexta era dele.
E eu disse a ele, ''por hoje eu sou sua, apenas sua. Meu corpo, minha alma esta para ti, mesmo sem Você estar para mim, ou estando. 'SOU SUA!'que assim seja''.
E assim foi.
Ele usou meu corpo, meu desejo, minha condição... me usou!
Foi bom, sim!
Eu gostei, sim!
Quero mais, sim!
Mas vou dizer, sim... Ele me lembrou a ela.
O jeito dela dizer que meus seios são lindos.
O jeito dela dizer que eu sou perfeita,.
O jeito dela dizer: ' Meu deus, você é maravilhosa'
O jeito dela dizer que 'já foi, amor'.
O jeito de ser meus, que ambos sabem fingir muito bem.
Agora, que estou bem, depois que ELE me fez sentir o bem que a tempos ELA não faz. Não sei, novamente, onde estacionar.

domingo, 15 de setembro de 2013

Ah, eu sei como é dificil pra vc ter uma pessoa que gosta de vc, precisa de vc, esta disposta a mt coisa por vc e faz tudo pra te ajudar...
E imagino que seja dificil tbm deixa-la triste
e imagino quão intensa é sua dor de cabeça.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

DOIS CORPOS QUE CAEM – João Silvério Trevisan

Por simples acaso, dois desconhecidos encontraram-se despencando juntos do alto do Edifício Itália, no centro de São Paulo. 

- Oi – disse o primeiro, no alvoroçado início da queda. – Eu me chamo João. E você?
- Antônio – gritou o segundo, perfurando furiosamente o espaço. E, só pra matar o tempo do mergulho, começaram a conversar. - O que você faz aqui? – perguntou Antônio.
- Estou me matando – respondeu João. – E você?
- Que coincidência! Eu também. Espero que desta vez dê certo, porque é minha décima tentativa. anos venho tentando. Mas tem sempre um amigo, um desconhecido e até bombeiro que impede. Você afinal está se matando por quê?
- Por amor – respondeu João, sentindo o vento frio no rosto. – Eu, que amava tanto, fui trocado por um homem de olhos azuis. Infelizmente só tenho estes corriqueiros olhos castanhos…
- E não lhe parece insensato destruir a vida por algo tão efêmero como o amor? – ponderou Antônio, sentindo a zoada que o acompanhava à morte.
- Justamente. Trata-se de uma vingança da insensatez contra a lógica - gritou João num tom quase triunfante. – Em geral é a vida que destrói o amor. Desta vez, decidi que o amor acertaria contas com a vida!
- Poxa – exclamou Antônio – você fez do amor uma panacéia!
- Antes fosse – replicou João, com um suspiro. – Duvidoso como é, o amor me provocou dores horríveis. Nunca se sabe se o que chamamos amor é desamparo, solidão doentia ou desejo incontrolável de dominação. O que na verdade me seduz é que o amor destrói certezas com a mesma incomparável transparência com que o caos significante enfrenta a insignificância da ordem. Não, o amor não é solução para a vida. Mas é culminância. Morrer por ele me trouxe paz. Ante o vertiginoso discurso, ambos tentaram sorrir contra a gravidade.
- E você, como se sente? – perguntou João a Antônio.
- Oh, agora estou plenamente satisfeito.
- Então por que busca a morte?
- Bom – respondeu Antônio – me assustou descobrir um fiasco primordial: que a razão tem demônios que a própria razão desconhece. Daí, preferi mergulhar de vez no mistério.
- Sim, da razão conheço demasiados horrores. Mas que mistério é esse tão importante a ponto de merecer sua vida? - Não sei – respondeu Antônio. – Mistério é mistério.
- Mas morto você não desvendará o mistério! – protestou João.
- Por isso mesmo. O fundamental no mistério é aguçar contradições, e não desvendar. Matar-me, por exemplo, é bom na medida que me torna parte do enigma e, de certo modo, o agudiza. Tem a ver com a fé, que gera energias para a vida. Ou para a história, quem sabe…
- Taí um negócio que perdi: a fé. Deus para mim… – e João engasgou.
- Ora – revidou Antônio vivamente. – A fé nada tem a ver com Deus, que se reduziu a uma pobre estrela anã de energias tão concentradas que já nem sai do lugar. Deus desistiu de entender os homens, e virou também indagador. Sem Deus nem Razão, a única fé possível é mergulhar neste abismo do mistério total.
- Mas para isso é preciso ao menos saber onde está o mistério – insistiu João com os cabelos drapejando ao vento.
- Ué, o mistério está em mim, por exemplo, que me mato para coincidir comigo mesmo. Mas há mistério também em você: seu morrer de amor é o mais impossível ato de fé. Graças a ele, você participa do mistério. Porque se apaixonou pelos abismos. João olhou com olhos estatelados, ao compreender. E Antônio, que já faiscava na semi-realidade da vertigem, gritou com todas as forças:
- Há sobretudo este mistério maior de estarmos, na mesma hora e local, cometendo o mesmo gesto absurdo e despencando para a mesma incerteza, por puro acaso. Além de cúmplices, a intensidade deste mergulho nos tornou visionários. Você não vê diante de si o desconhecido? É que já estamos perfurando a treva. E como tudo de fato reluzia, João também ergueu a voz:
- Sim, sim. É espantoso o brilho do absurdo.
- E agora – disse Antônio bem diante do rosto de João – falemos um pouco da permanência. Você gosta dos meus olhos azuis? Foi quando os dois corpos se estatelaram na Avenida São Luiz