quarta-feira, 31 de outubro de 2012

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

E é somente quando vou dormir que todo mal, vira nada.

Não muda

As vezes me pego vendo nossas lembranças.
Depois me pego brigando comigo.
Em seguida me pego rindo de mim. 
 E no fim, me pego chorando. 
E paro.








domingo, 28 de outubro de 2012

E se foi

Agora sim falta pouco.
Estamos livres, seres soltos.
Num compasso acelerado.
E se livrando dum ritmo errado.

Mas sabes que não vou agora.
Parto naquela tal hora.
Estará meio dormindo e meio acordada.
Só perceberá quando eu já estiver arrumada

Mas só depois da ultima movimentação
Já saltando do colchão
Gritando com os olhos que não.
Me olhando parada.
Dizendo tudo calada.

Me olha e sabe.
Sabe que eu sei o que quer me passar.
São seus impulsos escandalosos
Implorando pra eu ficar.

Contudo é tarde, não vou aceitar.
E me viro .
Mesmo sabendo que é certo que irei voltar.

sábado, 27 de outubro de 2012



Revendo e mudando os velhos conceitos sobre importância.

Permita o outro.

Naquela hora eu estava sentada no balcão com a Menina. Bonita, inteligente... das minhas. Tínhamos acabado de nos conhecer, e nesse caso não havia muitos assuntos a se conversar. E foi exatamente nesse primeiro momento de silêncio que ele veio, sorrateiro. Se enfiou entre as duas e começou. Se dirigia a nós como se já nos conhecesse e só vinha nos dar um aviso. 
-Vou dizer uma coisa pra vocês que são jovens e bonitas: Não há nada melhor na vida do que permitir. Permita o outro! Só vim mesmo para passar esse recado. 
E saiu. 
Foi bem aquela coisa cinematográfica, de frases de impacto antecedendo uma saída. E o efeito foi o mesmo, deixar algo para reflexão.
A Menina bonita estava olhando para mim com uma cara de quem procurava saber o real significado do que ele quis passar com essa aparição repentina. E acho que esse olhar era reciproco. 
E aquilo ecoava em minha cabeça. "Permita o outro!".  Mas em que sentido?
A Menina bonita tinha opinião que fazia sentido. Todo sentido do mundo! Chegando até a ser clichê. 
Dizia que não podemos nos fechar as pessoas e devemos permitir que elas entrem em nossas vidas e deixem o que tem a deixar.
Mas não poderia ser somente aquilo. Ele era diferente, impossível que uma pessoa diferente me diga algo tão igual. 
E junta tudo, todos e todas as formas de vida que existem em minha cabeça, para que juntas chegarem a uma conclusão. Assim poderia mudar de assunto e continuar a conversar com a Menina bonita.
As conclusões não fizeram sentido algum. Mas nem precisam, não vou usa-las. Acho mais fácil a explicação da Menina bonita. 

Queria voltar lá e dizer para ele que eu já faço isso. Eu permito!
Permito que entre. Permito que fique. Permito que deixe. |Permito que peguei. Permito que sinta. Permito que marque. Permito que saia. 
Permito você.
Mas não garanto que me permitirei. E espero que a Menina bonita entenda.
Entenda que tudo é talvez.






Não para

A vida ta sendo tudo isso ai que esta acontecendo enquanto eu estou preocupada com outras coisa....