terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Pretéritos do amor.

Como eu queria que pudesse ser mais.
Queria que ela  pudesse enxergar que é muito mais.
Que o fato d'eu andar com um papel dentro da carteira é muito mais.
Queria que ela pudesse entender que eu entendi.
Na realidade eu estou feliz por ter enxergado. Sozinha, pra mim.
Não sou mais uma cega nesse sentido. Sei que é além
Quantas vezes ela me disse: ' você é bonita demais pra mim'... Ou então ' todo mundo acha que você merece um pessoa mais bonita'.
'Qual é a diferença, amor?'
Quando eu saiu na rua e vejo outras pessoas bonitas, ou até mesmo quando beijo outra pessoa, tento ter outra pessoa... A beleza alheia é só paisagem, o resto do mundo é incomparável a seus lindos olhos tristes.
Não sei se ela sabe, mas me sinto mil vezes mais linda quando ela me chama de linda. Me sinto mil vezes mais dela toda vez que ela me aperta forte e me chama de ' minha neguinha'.
Não sei, também, se ela percebeu que é só pra ela que eu me dei assim, que é a primeira vez. Primeira vez que eu amo.
Quão complicado é, quão complicado foi e ainda será esse amor.
 Somos a prova de que o amor não é bonito. Não só isso.
Sou a prova de que reciprocidade é uma coisa relativa. E infelizmente aquela frase estava certa.
Uma hora vai acontecer, e eu não estarei mais onde estou.
Arrancada do lugar que juro que é meu.
No momento me encontro sentada no meio fio mas ainda me vejo aqui, e ela também me vê. Mas uma hora os bandos se perdem de vista nesse céu infinito.
Ao invés de falar no futuro, passarei a conjugar mais pretéritos.
Espero que eu nunca me permita diminuir um milímetro dessas flores em forma de alfabeto que juntos pra falar dela. Porque será injusto pra quem hoje sou, e à quem hoje amo.

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